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Diabetes Causa Impotência Sexual? Entenda Mais!

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Afinal, diabetes causa impotência sexual?

O diabetes é uma doença crônica bem conhecida, que está relacionada com os altos níveis de açúcar no sangue. A impotência sexual, por sua vez, afeta a ereção do homem.

Mas o que uma condição tem a ver com a outra? Afinal, diabetes causa impotência, ou isso é mito?

Neste artigo, você vai saber mais sobre a relação entre estas duas doenças que não parecem ter nada a ver uma com a outra.

O que é a impotência sexual?

Também conhecida como disfunção erétil, a impotência sexual é uma condição que se caracteriza pela incapacidade persistente de obter ou manter uma ereção satisfatória para a penetração ou para o término do ato sexual de maneira satisfatória.

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia indicam que metade dos homens com mais de 40 anos apresentam queixas relacionadas à qualidade da ereção. É uma doença auto descritiva, ou seja, o próprio paciente relata as suas dificuldades durante o ato sexual.

 

Quais são os sintomas da impotência sexual?

O principal sintoma da disfunção erétil é facilmente identificável pelo próprio paciente: a dificuldade em ter (ou manter) uma ereção firme o suficiente para a relação sexual. Outros sinais incluem ejaculação precoce e a própria falta de interesse sexual – muitas vezes atrelada à insegurança do homem.

O diagnóstico da impotência sexual é feito pelo urologista. Com base nos sinais e sintomas apresentados pelo paciente – e ao cruzamento de informações relevantes sobre o histórico clínico, sexual e psicológico do paciente -, ele será capaz de confirmar o quadro e iniciar um tratamento.

Em certos casos, quando o médico desconfiar que a impotência pode estar relacionada com desequilíbrios hormonais, outros tipos de exames laboratoriais podem ser solicitados, a fim de validar o diagnóstico.

+ Veja também: Ejaculação precoce: sintomas, causas e tratamentos

Quais são as causas da impotência sexual?

A disfunção sexual não tem uma causa específica, podendo surgir por conta de diversos problemas de ordem física ou psicológica. Entre os principais causadores do problema, destacam-se os seguintes:

  • Consumo excessivo de álcool e cigarro

O uso excessivo de tabaco e álcool ao longo dos anos compromete a circulação sanguínea, dificultando o acesso do sangue ao corpo cavernoso, um dos responsáveis por estimular e manter a ereção.  

  • Uso de drogas

Seja por diminuir a circulação sanguínea a longo prazo ou pelas alterações psicológicas que causam, drogas como cocaína, maconha e heroína também podem afetar o desempenho sexual.

  • Excesso de peso ou obesidade

O sobrepeso pode afetar a ereção de duas maneiras: primeiro, por aumentar o risco de doenças cardiovasculares (que comprometem a circulação sanguínea) e também por diminuir a produção de testosterona, hormônio responsável pela libido masculina.

  • Depressão e outras doenças psicológicas

Diversas doenças psicológicas – como a depressão – carregam sentimentos negativos (medo, nervosismo, ansiedade) que impedem o homem de ter contato íntimo e, consequentemente, de manter a ereção.

  • Doenças neurológicas

Doenças que afetam a comunicação do cérebro com outras partes do corpo podem afetar a ereção. Entre elas, podemos destacar o mal de Alzheimer e a esclerose múltipla, por exemplo.

  • Deformidades penianas

Em alguns casos, uma deformação no pênis – como fibrose, cistos ou alterações anatômicas – podem prejudicar o fluxo de sangue para o corpo cavernoso, dificultando a ereção.

Veja também: Ejaculação retardada: o que é e como tratar?

Por que o diabetes pode causar impotência sexual?

Agora que entendemos melhor algumas das causas que levam à disfunção erétil, chegou a hora de descobrirmos por que o diabetes causa impotência, uma vez que, em uma primeira olhada, as doenças não parecem ter nenhuma ligação.

Para que o homem consiga manter uma ereção satisfatória, é fundamental que o sangue possa fluir para o pênis. Porém, o diabetes é uma doença que causa o estreitamento das artérias. Com isso, o espaço que o sangue tem para circular fica mais apertado, comprometendo o funcionamento dos vasos sanguíneos.

Além disso, o paciente com diabetes tende a ter um aumento do colesterol ruim (LDL) e da pressão arterial. Se a gordura em excesso se prender às paredes das artérias – condição conhecida como aterosclerose -, diminui ainda mais o espaço por onde o sangue flui.

O excesso de gordura no sangue pode causar até mesmo entupimentos de artérias. O diabetes causa impotência, mas também pode levar a algo muito mais grave, como o acidente vascular cerebral (AVC), que é o entupimento das artérias que levam o sangue ao cérebro.

O diagnóstico do diabetes é feito por meio do exame de glicemia, que utiliza uma pequena amostra de sangue para verificar como está a concentração de glicose no organismo do paciente. O ideal é que a taxa de açúcar no sangue fique em até 99 mg/dL, na dosagem feita em jejum.

Uma maneira simples e rápida de realizar o exame de glicemia é por meio de um teste laboratorial remoto (TLR). A amostra de sangue é analisada por uma inteligência artificial e por um profissional especializado, que emite um laudo assinado eletronicamente. O paciente recebe o resultado em menos de 15 minutos – o que também é uma ótima maneira de acompanhar a evolução do diabetes mellitus.

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Diagnóstico e tratamento da impotência

A disfunção erétil é um tema envolto em tabus que afetam a autoestima masculina. O primeiro  passo de qualquer tratamento é perder a vergonha de falar sobre o assunto e buscar ajuda profissional.

Como já dito, o diagnóstico da impotência sexual é realizado pelo urologista, com base nos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Em muitos casos, o organismo do paciente não produz quantidades suficientes de óxido nítrico, neurotransmissor que relaxa os vasos sanguíneos do corpo cavernoso, facilitando o acesso do sangue à região. 

Uma vez que a condição é confirmada clinicamente, podem ser seguidos diferentes metodologias de tratamento, de acordo com o parecer do médico. Existem tratamentos medicamentosos que, por meio de vasodilatadores, visam melhorar o fluxo sanguíneo, potencializando a ereção. 

Ainda nos tratamentos farmacológicos, também existem inibidores da fosfodiesterase Tipo 5 (PDE-5), que visam aumentar o tempo de atividade do óxido nítrico que é produzido pelo organismo, o que resulta em ereções mais duradouras. Medicamentos bem conhecidos para impotência, como Viagra e Cialis, são PDE-5.

Um método que chegou para revolucionar os estudos sobre impotência é a Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque (LECO), que utiliza  ondas de choque de baixa pressão para promover a neovascularização do tecido peniano. Este procedimento visa oferecer cura definitiva e garantir que as ereções ocorram de maneira espontânea e natural.

Se nenhum dos métodos acima demonstrar resultados satisfatórios, existe a opção da prótese peniana inflável, uma pequena bomba de ar inserida cirurgicamente que infla o corpo cavernoso artificialmente para manter o pênis ereto. A ereção, contudo, deixa de ser natural: o paciente precisa ativar o dispositivo para ter relações sexuais.

Veja também: Como aumentar o desejo sexual masculino

Como prevenir o diabetes e a impotência sexual?

O diabetes está muito associado a hábitos nocivos, que comprometem a qualidade de vida do paciente como um todo. E, se o diabetes causa impotência, a adoção de um estilo de vida mais saudável é a melhor maneira de prevenir ambos os problemas.

Aí entram alguns clichês que todo mundo já conhece, mas que seguem sendo indispensáveis para a manutenção da saúde. Aqui estão alguns hábitos que podem ajudar não só na prevenção do diabetes e da impotência, mas que também contribuem com o bem-estar do paciente:

  1. Tenha uma alimentação equilibrada, rica em fibras, vitaminas e sais minerais
  2. Pratique atividade física, evite o sedentarismo e mantenha-se dentro do seu peso ideal
  3. Evite o consumo de álcool e tabaco
  4. Realize exames preventivos regularmente

Também vale mencionar outros pontos nem tão conhecidos. Mastigar bem a comida antes de engolir, por exemplo. Um estudo da Sociedade Europeia de Endocrinologia constatou que pessoas que “devoram” a comida apressadamente têm 2,5 mais chances de desenvolverem diabetes tipo 2.

Dormir bem também é uma maneira de prevenir o diabetes, mas há um limite: a Universidade de Harvard descobriu que a noite de sono ideal para a saúde deve ter entre 7 e 8 horas. Uma hora a menos de sono aumenta o risco de diabetes em 9%, enquanto uma hora a mais eleva o risco em 14% 

A adoção de um estilo de vida saudável é a melhor maneira de prevenir ou controlar as doenças que surgem com o avanço da idade. Como a expectativa de vida das pessoas só aumenta – em uma década, ela cresceu 3,3 anos –  envelhecer com qualidade de vida é fundamental.

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Dr. Thales Alexandre

Thales Alexandre Ferreira Albuqerque é médico formado pela Escola Superior de Ciências da Saúde desde 2021, e inscrito no CRM 29224/DF. Especialista em saúde masculina com foco na redução dos impactos do envelhecimento sobre o corpo, sobretudo no âmbito hormonal e sexual.

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