O exame de testosterona é o principal método para avaliar os níveis desse hormônio no organismo masculino. Ele é indicado quando há suspeita de alterações hormonais que podem impactar energia, libido, força muscular e desempenho sexual.
A testosterona tem papel fundamental na saúde do homem ao longo da vida. Quando seus níveis estão abaixo do ideal, podem surgir sintomas como cansaço persistente, redução do desejo sexual, dificuldade de ereção e perda de massa muscular.
Nem toda queda de disposição significa deficiência hormonal, mas alguns sinais merecem investigação. Saber quando solicitar o exame de testosterona ajuda a evitar diagnósticos tardios e tratamentos inadequados.
Entender a função desse hormônio e os critérios para avaliação é o primeiro passo para cuidar da saúde masculina de forma preventiva.
O que é e qual a função da testosterona?
A testosterona é o principal hormônio sexual masculino. Produzida principalmente nos testículos, ela é responsável pelo desenvolvimento das características masculinas e pela manutenção de diversas funções do organismo.
Durante a puberdade, a testosterona estimula o crescimento de pelos, o aumento da massa muscular, o engrossamento da voz e o desenvolvimento dos órgãos genitais. Na vida adulta, continua exercendo papel fundamental na saúde física e sexual.
Entre suas principais funções estão:
- Manutenção da libido
- Participação no processo de ereção
- Preservação da massa muscular e força
- Regulação da densidade óssea
- Influência no humor e na disposição
- Estímulo à produção de espermatozoides
Os níveis de testosterona variam ao longo do dia, sendo mais elevados no período da manhã. Também podem diminuir gradualmente com o envelhecimento.
Quando há redução significativa desse hormônio, podem surgir sintomas que impactam qualidade de vida, desempenho sexual e saúde metabólica.
Veja também: O que é testosterona? Entenda a função do hormônio na saúde masculina
Exame de testosterona: o que pode detectar?
O exame de testosterona mede a concentração desse hormônio no sangue e ajuda a identificar alterações hormonais que podem impactar a saúde masculina.
Ele é utilizado principalmente para investigar:
Baixos níveis de testosterona
Também chamados de hipogonadismo masculino, podem estar associados a sintomas como:
- Redução da libido
- Dificuldade de ereção
- Cansaço persistente
- Perda de massa muscular
- Aumento de gordura abdominal
- Alterações de humor
Alterações na fertilidade
A testosterona participa da produção de espermatozoides. Níveis inadequados podem estar relacionados à infertilidade masculina.
Distúrbios hormonais
O exame também auxilia na investigação de alterações na hipófise ou nos testículos, que podem interferir na produção hormonal.
Acompanhamento de tratamento
Homens que realizam terapia de reposição hormonal precisam monitorar regularmente os níveis por meio do exame de testosterona, garantindo segurança e ajuste adequado das doses.
É importante destacar que o diagnóstico não deve ser feito apenas com base no valor do exame. A interpretação deve considerar sintomas, histórico clínico e outros exames complementares.
Veja também: O que é libido? Entenda o desejo sexual masculino e quando se preocupar
Quando o exame de testosterona é indicado?

O exame de testosterona é indicado quando há sintomas sugestivos de alteração hormonal ou em situações específicas de acompanhamento médico.
Entre os principais sinais que justificam a avaliação estão:
Queda da libido
Redução persistente do desejo sexual pode estar relacionada a níveis baixos do hormônio.
Disfunção erétil
Embora a ereção envolva múltiplos fatores, a testosterona participa do estímulo sexual e sua deficiência pode contribuir para o problema.
Cansaço excessivo e desmotivação
Fadiga constante, perda de energia e dificuldade de concentração podem estar associados a alterações hormonais.
Perda de massa muscular e aumento de gordura abdominal
Mudanças corporais sem causa aparente, especialmente quando acompanhadas de outros sintomas, merecem investigação.
Infertilidade masculina
Em casos de dificuldade para engravidar, o exame pode fazer parte da avaliação hormonal.
Acompanhamento após os 40 anos
Homens com sintomas sugestivos ou fatores de risco metabólicos podem precisar de avaliação periódica, conforme orientação médica.
O exame costuma ser realizado por meio de coleta de sangue, preferencialmente no período da manhã, quando os níveis hormonais estão mais elevados.
A solicitação e interpretação devem sempre ser feitas por profissional habilitado, considerando sintomas e contexto clínico.
Veja também: Como tratar disfunção erétil naturalmente: o que funciona e quando buscar ajuda
Exame de testosterona total e livre: quais são as diferenças?
Ao solicitar o exame de testosterona, o médico pode pedir a dosagem da testosterona total, da testosterona livre ou de ambas. Entender essa diferença é importante para uma avaliação mais precisa.
Testosterona total
É a quantidade total do hormônio circulando no sangue, incluindo a parte que está ligada a proteínas e a fração ativa.
Grande parte da testosterona no organismo está ligada a proteínas como a SHBG, o que significa que nem toda ela está disponível para agir nos tecidos.
Esse é o exame mais solicitado inicialmente.
Testosterona livre
Corresponde à fração que não está ligada a proteínas e que está biologicamente ativa. É essa forma que realmente exerce efeito nos órgãos e tecidos.
Em alguns casos, o nível de testosterona total pode estar dentro da faixa considerada normal, mas a testosterona livre estar reduzida, especialmente em homens com alterações metabólicas, obesidade ou envelhecimento.
Quando cada uma é solicitada?
A testosterona total costuma ser o primeiro exame pedido. Se houver dúvida diagnóstica ou sintomas persistentes com resultado limítrofe, pode-se complementar com testosterona livre ou cálculo do índice androgênico.
A interpretação sempre deve considerar sintomas, idade e histórico clínico. O valor isolado no exame não define diagnóstico sem contexto.
Veja também: Tenho 40 anos e estou com disfunção erétil, por que será?
Conclusão
O exame de testosterona é uma ferramenta essencial para avaliar a saúde hormonal masculina. Ele ajuda a identificar alterações que podem impactar libido, energia, composição corporal e qualidade de vida.
No entanto, o diagnóstico não deve se basear apenas no número apresentado no exame. A interpretação correta exige análise conjunta dos sintomas, histórico clínico e, quando necessário, exames complementares.
Nem todo cansaço ou queda de desempenho significa baixa testosterona. Por isso, a avaliação médica é fundamental para evitar reposições hormonais desnecessárias ou tratamentos inadequados.
Observar os sinais do corpo e buscar orientação especializada é o caminho mais seguro para manter equilíbrio hormonal e saúde ao longo dos anos.
FAQ – perguntas frequentes sobre exame de testosterona
Preciso estar em jejum para fazer exame de testosterona?
Na maioria dos casos, não é obrigatório jejum prolongado, mas muitos laboratórios recomendam pelo menos 3 a 4 horas sem alimentação. O mais importante é realizar a coleta no período da manhã, quando os níveis de testosterona costumam estar mais elevados.
Qual é o valor normal no exame de testosterona?
Os valores de referência podem variar conforme o laboratório e a idade. De forma geral, a testosterona total em homens adultos costuma variar aproximadamente entre 300 e 1.000 ng/dL. A interpretação deve sempre considerar sintomas e contexto clínico.
Exame de testosterona detecta baixa libido?
O exame não detecta diretamente a libido, mas pode identificar níveis baixos do hormônio que estejam contribuindo para redução do desejo sexual.
A testosterona diminui com a idade?
Sim. É esperado que haja redução gradual dos níveis hormonais com o envelhecimento. No entanto, quedas acentuadas associadas a sintomas devem ser investigadas.
Quando repetir o exame de testosterona?
Se o resultado estiver alterado, geralmente recomenda-se repetir a dosagem em outro dia para confirmação. Homens em terapia de reposição hormonal também precisam de acompanhamento periódico.
Posso iniciar reposição hormonal apenas com base no exame?
Não. A reposição só deve ser considerada quando há níveis baixos confirmados e presença de sintomas clínicos. O uso inadequado pode trazer riscos à saúde.




